“Pleople don’t change” atesta a célebre frase repetida mundo afora, tida como verdade, basicamente um lema dos teimosos convictos.
Não mudam, afirma. Não mudam, reflito...
Mas mudam... Mudam tanto, o tempo todo, por todo motivo.
Não mudam por motivos alheios à vontade e, sabe-se: a vontade nem sempre vem porque acordamos com um pássaro azul na janela e resolvemos ser melhores... Normalmente ela vem com dor, com aflição, com um desgosto de si próprio e a única saída é achar uma.
Bem aventurados os que mudam. Os que se permitem não nascerem prontos, não estrearem na vida com o mesmo número da despedida.
Felizes e donos de si, quem se define em construção, quem constrói e desconstrói sem medo de se revelar imperfeito. Quem possui a hombridade de ser seu próprio dono e seu próprio algoz e vai lá, corre atrás, faz valer o melhor. Mesmo sabendo que ao assumir seus defeitos, é só mais um... Mais um dedo a apontar. Mais uma voz que requer atitude. Menos um a acalantar.
Felizes e donos de si próprios e seu destino, os que alcançam. Realizados os que agüentam a barra de se afirmar, ordeiros da própria vida, enfrentando medo, reagindo, respirando e encarando.
Que mude o gosto, a vontade...
Que mude por amor ou mude por curiosidade.
Que se encante, todo dia. Que se encante com a rotina, com alguém, com muitos, com ninguém, com o espelho.
Que faça, de si próprio, rascunho e efetivo.
Que tente o que vier pela frente, mas que seja, o tempo inteiro, feliz.
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