Amor de bolso
Que levo comigo, escondido...
Caminhando, jantando
E às vezes, tiro como se fosse um relógio
Olho, incrédula: as horas correm, os dias correm
E não cura, não muda, não passa
Um amor de bolso
Que me roubam, que me zomba
E que, cabendo em meu bolso, é gigante
Não sei como, não sei onde cabe.
Mas cabe.
Cabe na minha mão, cabe no meu corpo
Meu amor de bolso
Que já não cabe mais em mim, de tanto caber em si.
Linda, linda! Sensibilidade de menina-flor, Isabola :)
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