terça-feira, 17 de novembro de 2009
Correndo em círculo
domingo, 8 de novembro de 2009
Sem saber
É um tanto mistério...
E é secreto, segredo,
Sagrado e profano na medida exata
Sem sentido, sem sabedoria alguma
Senso desorientado que surge súbito
E, sem saber, está sentindo.
Jogo entre dois
- Vamos lá... Ri! Rir é sempre o melhor remédio.
- De almas em desespero...
- Desespero? Abrir os braços ao vento e se alegrar com a brisa?
- Desesperado... Esse extremismo todo.
- E sofrer?
- Desesperador.
- Então... Duas coisas desesperadas. Optamos pela melhor.
- Melhor em que sentido?
- Ah, desisto! Vai te catar!
E, entre risos, ele diz que gosta de vê-la braba.
E ela sabe, ela sempre soube. Mas é que gosta. Dele e do sorriso.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
letra&?
Eu quero um amor bolero
Um amor bossa nova
Emoção toda nova
Relação toda bossa
Eu quero coração, e me entrego
Quero relação que me inteire
Quero o corpo inteiro
Quero ser feliz no presente
Que o tempo não corra
Que role mansinho,
Como voz no ouvido
No momento dos dois
Que o peito resolva
A viver devagarinho
Um amor todo livre
Um amor sem depois
domingo, 11 de outubro de 2009
Segue sempre
Ele sempre vai ser assim
Ela sempre vai ser assado
Não vão conseguir mudar
Nem fingir que foi alterado
Ela sempre vai querer mais
Ele sempre vai querer paz
E vão seguir o lado oposto
Desfigurando o próprio gosto
Tentando encaixar o que não cabe
Segue fingindo que não sabe
Que o futuro do sonho, é que ele acabe
Não em mais, nem em paz...
Mas só de vontade que não é capaz
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Mania de letra
sábado, 3 de outubro de 2009
Dúvida
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Singular do Plural
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Poesia Cantada
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Definitivo
Dor e partida
Ânsia de curar a ferida
Com força de chuva tórrida
Com desejo de última vida
Em frete, reto
E sempre esperto
sábado, 22 de agosto de 2009
Poder de fraco
Que força é essa que sobrevive ao não
Que absorve o mau
Que enobrece o bom
É minha força, essa...
Força essa que não reconheço em mim
Ocupa meus espaços, transtorna meus passos
Revolta com força a minha razão
E retorna dona de si
Contraproducente a tudo que vejo
O caminho que não escolhi.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
"Você tem fome de quê?"
Boa decisão a de não se importar
Sábia decisão...
Dessas como “não comer”
Tem até remédio que ajuda
Que inibe o ímpeto, que tapeia a dor da fome
Fome de almoçar de fato
Fome de importar, de tato
É uma decisão oposta
Porque quem decide perde,
Mas escolhe a aposta.
A cor que bem entender
Tornar-se cúmplice da própria vida
Sem desdenhar
Sem esquecer de desenhar
A vida com tonalidades diferentes
Pra iluminar, quando escuro
E encarar quando o mar obscuro
Nos levar pra onde quiser.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Memória encantada
O encanto da memória
Que, teimosa, finca pé
Mantém sonhando acordado
Refém do próprio corpo
Um pobre coitado
Que desanda a procurar abrigo
Se esconde e vira seu próprio inimigo
Vivendo um faz de conta de mundo real.
sábado, 11 de julho de 2009
Amorx1
Amor em voga
O amor próprio
De se encarar, sozinho
Abraçar cada parte de si
E viver em paz
Pra que o amor do próximo
Acalante, encante e seja bom
Mas que não seja vital
Pra aproveitar as minúcias a dois
Pra gozar dos corpos próximos
Tirar as correntes
Soltar as amarras
E ficar cada vez mais perto de si.
domingo, 5 de julho de 2009
Achado
"Algumas coisas não se explicam."
Foi exatamente o que eu pensei ao buscar um entendimento, uma saída.
Não cabe explicar sentimentos, e mesmo se houvesse tal escolha, perderia a graça.
É assim que é bonito. Subjetivo.
É na escolha do 'por vir' que está toda elegância de sentir.
De sentir-se irado.
De sentir-se sozinho.
De sentir-se inseguro.
De sentir-se desejado.
De sentir-se descoberto.
Sentir e só
Separar os sentimentos
Organizá-los
Pôr ordem
Na desordem gostosa do não saber
Não ter a resposta na ponta da língua
Ter o anseio no meio do peito
E o sorriso aberto e novo
Desafiando a tênue linha
Entre o sim e o não
Buscando se permitir
Para sentir e só
sábado, 27 de junho de 2009
Em paz
Ficar contente.
Abrir-se ao bom.
Sorrir, despreocupado.
Crescer
Buscar o novo, sem culpa.
A calma da alma.
A paz de ter, ali,
Em si,
Tudo que precise.
Outra direção
Faz do cheiro, máquina do tempo
E inverte a direção pro dia passado
Ignora o gosto refutado
Das balas que, de amargas, são deixadas
Faz do tempo, amigo
Amigo amado, saudoso,
Embriagado com a história errada que deu certo
Termina o dia no pôr do sol
Sem culpar o sol pela partida
Por iluminar outros amores
Sem ficar na dúvida, na espera
De outro dia igual a esse
Aproveitar, que da chuva, nasce vida
E fase da lua, crescente...
segunda-feira, 22 de junho de 2009
E falar em coisa boa
Eu quero fazer um poema livre
Que me faça rir
Para olhar para o futuro
De lembrar o passado
Pra sentir cheiro e gosto de infância
Pra ficar boba
Pra sentir gozo
Nem que seja da vida.
Crer sem ver
Ela acredita nos olhos dos outros
Ela acredita em mundo melhor
Acredita em dias de sol
Em amores e paz
Ela vai de braços abertos
Ela sorri pra vida
Esperando retorno de alegria
Sem esperar retorno
Ela quer que a vida seja franca
Branca ,branda
Ela crê em gente de bem
E espera que sejam, ao menos, tentadores
Ela tenta, grita, vive
Ela ama
E, loucura mundo afora
À ela, elogio.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Amor sem vergonha
Com tanto amor solto por aí
Com tanta gente que sorri fácil
Com um mundo que fala bonito
Em paz, em cuidado
Ainda tem gente sofrendo de solidão
Falta olho no olho
Não falo em sinceridade
Falo em verdades explícitas
Na falta de vergonha de sentir
No abraço desaforado de quem gosta
E não liga
Na força do tato
Na força de ser, aceitar
E só se entregar...
Lua minha
Com a lua na mão
O coração dentro de um balão
Inverto os papéis e mando ao céu
O que quero deixar intocado
Fico, assim, como a lua
A todos, de longe.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Ao meu amigo
No meio do mar, no dia mais lindo, tempestade.
No meio da rua, entre amantes e “cantarolantes”, uma confusão se anuncia.
No meio do asfalto, flor.
Em meio à guerra, uma história de amor.
Nada linear, todo complexo.
Loucura afável.
Doideira amável.
Amor imaginário
Deixar o vento tocar o rosto
Deixar o sorriso solto
Deixar ir o amor
Permanecer.
Com a cor da mistura,
Com o calor,
E com a imagem imaginada
De uma sintonia
Que, de verdade,
Não bate em nada.
Sobre o bem absoluto
Tem gente que é do bem. E tem gente que te quer bem.
Pode ser um furacão porta afora, mas vira brisa leve quando perto.
Tem gente que chega perto e o mundo alivia lá fora.
Um amigo, o pai, a mãe, a avó, o namorado, o ex, o primo...
Tem gente que tem poder de “camomila” sob os problemas do mundo.
Essa pessoa não vem com isso escrito na testa, mas sabe-se na pele o poder dela.
Normalmente não abençoa teus erros, mas não te deixa desamparado.
Fica ali, forte, peito aberto, coração na mão e sorriso largo.
Em época de leviandade, em época de Tim Maia invertido, encontrar pessoas assim nem que seja de vez em quando alivia as dores da alma.
Fala-se sobre música, sobre os problemas que passamos...
Tudo é tão leve que parece conversa de botequim.
Fica-se longe, o tempo que for. Porque, no fundo, não importa.
Só saber que o bem existe;
Saber que existe alguém que te quer bem, assim... Basta.
Palhaço segunda-feira
No mundo querendo ver
Na vida, aprender
Crescer em paz
Enlouquecer,
E talvez, fugaz.
Gargalhar da graça alheia
Rir do erro próprio
Bendizer amores indo
Bem querer de amores, vindo.
Fazer do mundo, quintal
E ir, com o vento
Com o pensamento
Transformar todo o tormento
Em alegria.
Boba, mas contagia...
Braço do abraço
No silêncio
Uma batida branda
Um passo calmo
Uma luz branca
Uma felicidade calma
Quase tão amena, que confusa
Se vê tristeza.
Um sorriso interno,
Por ter tanto
De amor a abraço fraterno
Que, confusa
Abraço inteiro.
sábado, 13 de junho de 2009
Cura amena
Essa dor que se sente
Não há anestesia
Não há alegria
Ela te dói nas veias
Ela te corrói por dentro
E te transforma, te deixa vazio.
Dentro, oco
Fora, louco.
Longe o bastante
Distante
Entre o coração e a mente, um mundo.
Distante das mãos e do corpo.
Distantes
A boca
O coração
A ideologia
Distante o suficiente
Pra enganar sofrimento com alegria.
Bons tempos futuros
Tão mais fácil
Olhar o passado e escolher
Cena por cena
E fechar os olhos
Flutuando por todos os bons momentos
Prender o fôlego, corar o rosto
Uma vez após a outra
Pra sentir, pra sentir vivo
Aquilo que agora foge
Escapa entre os dedos
Voltar não dá
E seguir adiante, não sabe.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Entremeio
Entre o real e o abstrato
Fica o gosto
Fica a dúvida.
Entre o palpável e o imaginário,
A vontade.
E, permeado pelo gosto da dúvida
E a vontade de gosto
Fica o desejo.
Contra senso
Se diz que não quer;
Se diz que não sente...
Acredita-se.
Até querer com todo o calor que o corpo pode dar,
Querer com todos os poros, todos os pêlos e quase fazer todos os apelos.
Tudo porque sente.
Escondido, mas sente.
Tudo bem
Tenho em mim todos os sentimentos possíveis.
Tenho os amores em vão, e os amores que dei.
Tenho saudade interminável de coisas que se quer vivi e uma maior dos dias coloridos que passaram.
Tenho vontade de sorrir na rua, cantando, abraçando e distribuindo alegria.
Cabem em mim sentimentos antagônicos. Cabem em mim sentimentos que passaram e há muito espaço aos por vir.
Como podem duvidar um minuto de ser eu, um ser que sente?
Como posso ser assim, tão involuntariamente mascarada?
De viver, assim, sentindo tudo aos tropeços, multiplicado e intenso. Mostro-me assim: sentimento único de bem estar vitalício.
Superficial
Quis tanto
Que entre poemas e prantos
Me esqueci.
Me esqueci do meu corpo
Das minhas horas vagas
Do meu prazer;
E esqueço, por horas
De coisas vitais;
Mas o que não sai
Do olfato, do tato, do beijo e do desejo
São esses gestos superficiais.
Voando alto
Eu me lembro de dizer “oi” e “tudo...”. Depois viajei em um mundo de palavras sem sentido.
Palavras que nada tinham a dizer, como se fossem mini-sonhos acordados.
Vertiam de mim, quase como água jorra em teto com goteira. Sem filtro, sem querer, sem pudor algum de estar onde não deviam.
Parece que todo peso foi saindo, como se elas me preenchessem e a partir daquele momento eu pude pairar plena, em ar.
Poema amarelo
Vai longe.
Flutua leve, baila, vive.
Volta se quiser, fica se puder.
Sente com toda intensidade. Sofre a perda, anima com o aprendizado.
As cores irão mudar todas as estações.
As estações mudam. E as cores, irão...
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Nonsense
E qualquer senso, ali,
Fica caracterizado de nonsense.
Porque no ar, tem cheiro.
E tem sonho em cada piscar de olhos.
De esperança como criança.
E de amor livre...
Sentimento nonsense
Que só de sentir, faz o bem.
Doisoum
Ele, mudo.
Ela, sorriso.
E, quando perto, feliz.
Os dois... Ou um.
De tão perto.
De tão feliz.
Tentativa frustrada
Eu quero ser a vítima dos teus piores crimes
Parceira pros teus mais loucos devaneios.
Quero ser o vento forte, o mar revolto, a chuva tórrida
A gargalhada mais alta da platéia no meio do espetáculo.
Queria viver o amor mais amigo, a paixão mais ardente.
Ter entre os braços teu corpo pra afagar, tuas mágoas afogar
Tuas vitórias, me embebedar...
E rir, por te ter assim, ao lado.
Junto, todas as coisas do mundo.
Do jeito que for.
Sendo verdadeiro e sendo por inteiro como dois corpos são
Um pro outro, um pelo outro
Numa lógica irracional, que faz sentido pra quem sente
Já que quem sente não procura entender...
Te criar um mundo onde, se suspiro; tesão, se choro; alegria.
Que o cansaço fosse físico e que o pensamento pulasse solto
De nuvem em nuvem.
Avante e leve, largando, um a um, os problemas pelo ar.
Fazer juntos, planos, sonhos, castelos de areia
E refazer o reino onda após onda
Construindo e crescendo.
E errando e aprendendo.
Juntos. Sempre juntos.
Pra perder a paz e restar, no fim, o sorriso de satisfação.
Amor de bolso
Amor de bolso
Que levo comigo, escondido...
Caminhando, jantando
E às vezes, tiro como se fosse um relógio
Olho, incrédula: as horas correm, os dias correm
E não cura, não muda, não passa
Um amor de bolso
Que me roubam, que me zomba
E que, cabendo em meu bolso, é gigante
Não sei como, não sei onde cabe.
Mas cabe.
Cabe na minha mão, cabe no meu corpo
Meu amor de bolso
Que já não cabe mais em mim, de tanto caber em si.
Do mal, do bem
Pegar os seus defeitos e expô-los todos.
Expor as feridas que mais doem,
Expor ao ridículo.
Não que baste, nem alivie...
Não que amorteça nem me engrandeça.
Mas, sendo bom e recebendo o não fica a dúvida.
Sendo ruim, recebo, assim, muito melhor...
A-traída
Desejo constante, forte, intenso.
Desejo latente, envolvente, por vezes maçante.
Desejo dominante.
Desejo de pele.
Desejo de alma.
Desejo... Despejo por cima, meu corpo.
Atiro minha alma e entrego em mãos a chance do estrago.
Que é pra não restar nem pudor, nem calor
Nem, tão pouco, amor. Próprio.
O bem
De um tanto louco, de mãos vazias, de coração cheio, sorriso largo e costas prontas.
Prontas pro tapinha do abraço;
Prontas pro afago;
Prontas pro peso do mundo...
Pro peso da ruindade, da esperteza ruim, do tapinha do mal.
E transforma, aos poucos, cada ponto, traço e reta em paz.
Transformar a dor,
Transformar o atrito,
Transformar, de dentro,
a mágoa em alento.
Guardanapo de papel
Deveria ser crime dizer que não me quer.
Dizer que não sente o peito murchar como flor fora do pé por me ter tão longe.
Olhos nos olhos, corpo sobre corpo.
De que adianta sentir se a tendência à censura sobrepõe todos os desejos?
Que dure mais que uma noite;
Que o conhecimento da pele seja o encantamento da alma;
Que haja primavera nos dias que seguem.
Dias frios e deixo...
Aqui, comigo
Me tira do prumo,
Mas tira pro bem.
Tira pro bom.
Arranca meu suspiro,
Me enche de amor.
Me sufoca no abraço,
Me deita no teu braço.
Faz de mim a tua;
Faz de ti, o meu.
Mas não, nem por um segundo,
Me deixa assim... Com essa sensação ruim
De que eu saí do teu mundo.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Mãe flor
De todas as flores que eu conheci, nenhuma era mais bruta, mais cheia de espinhos e continha o odor mais esplendoroso.
Não era girassol, não exalava o perfume das rosas, nem era pura como as margaridas.
Ela era única...
Tão apaixonante quanto seriam buquês de amantes;
Reconfortante como seria uma flor depois de uma briga;
Carregava mais amor que a flor da última despedida.
Dava mais paz que flor em jardim.
Era uma flor-mãe. Que nos carrega no colo. Que sente no peito a dor da gente. Que sente amor junto com cobrança.
Era flor que educa, que cuida da gripe, cuida da gente, cuida de quem gosta da gente.
Era a minha mãe flor.
Bruta, dura, cheia de espinhos... Mas com o melhor cheiro.
O cheiro de minha... Cheiro de mãe.
Nada que há
As cores já não são tão;
Nem sabores que tanto foram.
Frases de impacto que causam calma;
E os momentos de alegria que ficam aos pedaços.
Mas a paz que fica, fica...
E tráz consigo a calma que preciso.
Fica por dentro uma quase-certeza;
Um quase-amor;
Uma quase-história.
E dentre todos os “quases”,
Fica, aqui, ainda maior, um não por inteiro.
O medo dos outros
O medo dos outros.
É forte, paralisa e afasta.
Do medo dos outros nasce a solidão, a depressão, nasce um ermitão.
Não há amor sem entrega,
Não há história sem risco.
Há de haver medo;
Há de superá-lo.
Boas histórias vêm assim... Vezes como brisa, outras, um tufão.
Infernais mulheres sentimentais
Infernais mulheres sentimentais
Que são sentimento
Sem motivo,
Sem medo,
Sem respeito a si próprias
Que, sendo amor, abençoadas
Pelo amor, amaldiçoadas.
Bagunça
Quero suavidade nos dias quentes.
Amenizar as discrepâncias do que destoa.
Filtrar a sujeira, sujar o límpido, uma ode à bagunça do que se sente.
Existe um plano pra se viver fora do eixo?